Vigilância Tecnológica

Portuguese Industry Day at NSPA

Realizou-se no passado dia 23 de março, no Luxemburgo, o “Portuguese Industry Day at NSPA – NATO Support and Procurement Agency”. Este é um evento que tem como objetivo promover a indústria nacional junto da Agência, através da “realização de uma mostra das empresas nacionais com interesse em fornecer os seus equipamentos e serviços à NSPA, bem como a realização de reuniões individuais de trabalho entre os empresários portugueses e os directores de programas e procurement da Agência”, como está descrito no site da plataforma idD. Este parceiro Fibrenamics é um dos promotores da iniciativa, que resulta de uma iniciativa conjunta do Ministério da Defesa Nacional com a idD – Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais, o Ministério dos Negócios Estrangeiros – AICEP Portugal Global, em coordenação com a Delegação Permanente de Portugal junto da NATO.
A NATO Support and Procurement Agency foi fundada em 2012, e agrega as competências de três agências da NATO, que se fundem na NSPA. A sua missão é garantir a manutenção e abastecimento dos sistemas dos estados-membro da NATO e também o apoio direto e crescente às operações em áreas tão diversas como a têxtil, o calçado, os transportes, a construção e reconstrução de infraestruturas, etc. A maior parte dos serviços são contratados à base do outsourcing, sendo que cabe à NSPA controlar os custos e a qualidade dos serviços fornecidos.

Nesta edição, 64 empresas portuguesas marcaram presença, uma participação recorde que foi realçada pelo Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes. O governante reconheceu que é um passo importante por parte dos empresários portugueses participar nesta iniciativa, sublinhando a importância da mesma no sentido de abrir portas à possibilidade de se tornarem fornecedores da NATO e dos países da Aliança, sublinhando ainda que “podem contar com o Ministério da Defesa para os apoiar neste empreendimento”.

De facto, em 2015, Portugal foi o 10º maior fornecedor da NATO – entre os 28 países que integram a Aliança – o que, traduzido em números, representa um valor global de 33,8 milhões de euros. 2016 deverá voltar a ser um ano muito positivo neste campo, pelo menos é o que se antevê depois do “enorme sucesso” que foi o Portuguese Industry Day, segundo a própria NSPA. O Diretor de Compras da Agência disse mesmo que este evento permitiu “realçar as tremendas capacidades da indústria portuguesa”, que acredita que a atividade é benéfica quer para a agência, quer para as indústrias portuguesas, que, do seu ponto de vista é uma oportunidade para as empresas nacionais aumentar a atividade junto da NSPA, seja como fornecedor primário ou como subcontratado, porque “as capacidades [de Portugal] são reais, relevantes, e estão presentes”, afirmou Mr. Fesquet.

Parceiros Fibrenamics marcaram presença

IdD, Damel, VL Engineering (VLE) e Riopele estiveram presentes nesta iniciativa, de que a própria Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais foi um dos promotores. Em resposta às questões da Fibrenamics, os responsáveis da idD explicam que o Portuguese Industry Day at NSPA “representou uma oportunidade única de promover sinergias entre as empresas nacionais e a NSPA”, dizendo mesmo que a “expectativa é que este evento possa representar, a curto prazo, um aumento significativo do volume de negócios, entre as empresas portuguesas e esta importante agência da NATO”. Segundo a idD, a “economia de Defesa é um setor com enorme potencial de desenvolvimento”, que envolve não só armamento, mas também “fardamento, calçado, alimentação, novas tecnologias”, e que “Portugal tem empresas que podem oferecer do melhor que se faz no mundo nestas áreas”.

Patrícia Ferreira, da Damel, e André Godinho Luz, da VLE, também identificam áreas paralelas ao armamento como uma grande oportunidade. A responsável da Damel afirma que “verifica-se uma maior procura para vestuário técnico de proteção com funcionalidade inteligentes”, ao passo que o responsável da VLE explica que “as novas tecnologias como a inteligência artificial, a nanotecnologia, a impressão 3D, etc. estão a exigir alterações muito profundas nos equipamentos militares, que obrigam a um processo mais rápido e eficaz de desenvolvimento de produto”. Por parte da Riopele, José Ferronha aponta uma outra tendência, relativa à cadeia de fornecimento das empresas do universo NATO, que “exige um tipo de estrutura empresarial que tem sido pouco habitual em Portugal, que é a estrutura de conglomerado. A tendência é, portanto, para que as empresas fornecedoras da Agência se agrupem, pois isso constitui-se em fator de credibilidade, de confiança e de menor incerteza”.
O Portuguese Industry Day at NSPA permitiu às empresas darem a conhecer o seu trabalho, bem como o de aumentar a rede de contactos na área da Defesa, algo que os representantes da Damel e da VLE também realçaram em resposta à Fibrenamics acerca da importância da participação no evento. Na mesma linha, o representante da Riopele explica que o grupo com sede em Vila Nova de Famalicão pretende, com a participação neste evento, “conquistar visibilidade através da troca de experiências e conhecimento, não só com a NSPA, como com empresas portuguesas”. José Ferronha adiantou ainda que “decorrem contactos para a participação da Riopele em outras iniciativas e projetos, em resultado desta presença no NSPA”.

Portuguese Industry Day at NSPA
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