Parceiro Fibrenamics

IMPETUS

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Fundada em Barcelos a Impetus produz anualmente cerca de cinco milhões de itens com os seus mais de 880 funcionários. Com uma cadeia de valor inteiramente assente em Portugal, a Impetus é hoje referência europeia na produção de underwear.

1 – A Impetus atingiu o seu reconhecimento a partir da produção de underwear, mas em 1990 quando nasceu, a fileira têxtil era mais diversificada. Quando é que a especialização e uma marca própria começaram a fazer parte dos planos da empresa?

A Impetus iniciou a sua atividade, embora com outro nome, em 1973 e com 6 operárias. A sua produção era diversificada, a empresa foi crescendo lentamente até 1987. O surgimento de máquinas especializadas para determinadas operações, levou-nos a pensar se especializávamos a nossa produção ou se não se justificava a compra destas máquinas, pois não as poderíamos rentabilizar.

Surgiu então a ideia de nos dedicarmos à produção da roupa interior para homem, área que não era novidade para nós. Com a especialização começamos a pensar numa marca própria e nessa altura surgiu a ideia do registo da marca IMPETUS. Começamos assim a produzir uma coleção própria, virada para o mercado externo e, pouco a pouco, fomos crescendo até aos dias de hoje. Foi o esforço e a perseverança que garantiu o sucesso da Impetus.

2- Como está a IMPETUS a explorar os canais de vendas online? Têm já uma representação considerável no volume de vendas?

A Impetus sempre explorou os canais de venda online e este representa atualmente mais de 10% da faturação da marca.

Devido à exigência do canal, a nossa evolução nos últimos anos tem sido em dois sentidos: se por um lado apostamos na criação da Impetus Retail, uma empresa que gere o negócio digital com a contratação de profissionais experts na área; por outro lado possuímos um pilar que se baseia no apoio dos nossos clientes que têm plataformas digitais, pois o nosso modelo de negócio assim o exige.

Acreditamos que o offline e o online se cruzam e dependem um do outro, portanto o nosso foco não reside em forçar a venda de produtos, mas sim em colocar a marca mais visível nas diversas plataformas digitais.Seja na nossa própria loja, seja nas lojas que os nossos retalhistas criaram, seja nos marketplaces, na Amazon onde estamos com serviço prime nos EUA, em França onde o digital sempre teve muita força e estamos com uma presença muito forte em diversos sites. Também em Espanha entraremos dentro de semanas no novo grande projeto do El Corte Inglês.

Temos, a curto prazo, vários objetivos nomeadamente a consolidação destes players e em simultâneo entraremos no canal físico na Alemanha. Obviamente o digital irá também acompanhar este processo.

3- Os produtos Impetus primam pela inovação e satisfação do cliente, mas este é cada vez mais exigente. A economia digital tem ajudado a empresa a perceber o que o mercado quer e a agilizar a resposta?

A economia digital dá-nos uma maior aproximação do cliente final e assim conseguimos ter uma maior visão do que este pretende. Essa informação não é tão fidedigna quando conseguida através dos clientes do retalho, pois estes nem sempre expressam o desejo do cliente final. A economia digital é mais próxima e a que melhor informação nos fornece sobre o que os clientes pretendem.

4 – A Impetus é um dos parceiros mais antigos da Fibrenamics, que vantagens encontra neste trabalho colaborativo?

A aproximação ao sistema científico, tais como universidades e centro tecnológicos, permite ao meio empresarial estar mais conectado ao conhecimento e às tendências tecnológicas, estreitando as relações empresariais e científicas e mantendo o foco no bem comum. Neste sentido, o Grupo Impetus detém esta proximidade como essencial e estratégica, para responder à rápida mudança dos mercados internacionais e à evolução das suas necessidades.

A longa parceria com a Fibrenamics permitiu a criação de produtos inovadores, que estão no mercado até ao momento, um deles é o Protechdry. Esta relação permitiu consolidar conhecimentos, metodologias de desenvolvimento, investigação e inovação no meio industrial, fomentando a nossa visão crítica sobre os desenvolvimentos inovadores. Para além disso, permitiu a partilha e confronto da visão comercial e de negócio com a da inovação, que nem sempre estão em sintonia.