Mensagem editorial

Raul Fangueiro – Coordenador da Plataforma Fibrenamics

A defesa é, indubitavelmente, um dos setores com maior potencial de geração de inovação em múltiplos domínios, considerando o vasto leque de atividades a ele associadas. As telecomunicações, os materiais, a electrónica, a nanotecnologia e a biotecnologia são apenas alguns exemplos de domínios que têm respondido com soluções inovadoras aos múltiplos desafios impostos pelas necessidades do sector da defesa, quer seja em missões de paz ou de guerra.

Os materiais à base de fibras, pelas suas excelentes propriedades mecânicas, térmicas, químicas e físicas têm assumido um papel relevante no desenvolvimento de uma vasta gama de produtos avançados para utilização direta pelos militares, como coletes balísticos, ou para aplicação em equipamentos diversos, como materiais compósitos em aviões de combate.

Tratando-se de um sector com abordagem multidisciplinar e multissectorial, a existência de plataformas que possam integrar os diversos agentes envolvidos, incluindo empresas, centros de investigação e entidades militares, e encontrar caminhos comuns para resposta às oportunidades constantes, assume papel fundamental. Neste âmbito, a Plataforma Internacional Fibrenamics, por aquilo que representa no mundo dos materiais avançados com base em fibras, e a Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais (idD), pela sua ligação direta à defesa, representam exemplos a seguir na conjunção de esforços com vista à satisfação das necessidades do setor, tendo, em boa hora, encontrado formas de cooperação profícua.

A aprovação recente do projeto AUXDEFENSE, por parte do Ministério da Defesa Nacional, representa o culminar, com sucesso, de um processo de aproximação de diversas entidades com vista ao desenvolvimento e comercialização de produtos de elevado grau de inovação com base em materiais fibrosos, com comportamento auxético para proteção de militares. Assim, a Universidade do Minho, através da Fibrenamics/Tecminho, a Latino Group, a LMA, a Fibrauto, a IDT Consulting, a Sciencentris, o Exército Português e a Força Aérea Portuguesa, assumem o desafio, apresentando-se como um consórcio disposto a ser um case-study de sucesso.

À semelhança do que acontece com o projeto AUXDEFENSE, a Fibrenamics continuará a assumir-se como uma plataforma integradora de competências multidisciplinares e multissectoriais, com vista ao desenvolvimento de soluções inovadoras com base em fibras.

Fibre the Future!

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