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idD – Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais

idD: a harmonia perfeita entre o setor empresarial e o sistema científico e tecnológico

A idD – Plataforma das indústrias de Defesa Nacionais e a Plataforma Internacional Fibrenamics da Universidade do Minho celebraram, no passado mês de junho, um Memorando de Intenções, com o intuito de estreitar relações entre a componente científica e o tecido empresarial que atua no âmbito da Economia de Defesa. Na edição deste mês da newsletter Fibrenamics, cujo tema é a “Fibras nas Industrias da Defesa”, conversamos com os responsáveis da idD, de forma a perceber em que consiste e como é que esta plataforma atua.

A resposta aos desafios que se colocam à Defesa Nacional

A idD é a Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais e foi criada em junho de 2014 com a missão de tomar as diligências necessárias para promover a expansão internacional das empresas nacionais ligadas ao setor ASD (Aeronáutica, Segurança e Defesa) e desenvolver e dar suporte ao tecido empresarial português no âmbito da Economia de Defesa, que habitualmente se chama Base Tecnológica e Industrial de Defesa (BTID).

Além do mais, são também objetivos fulcrais para esta Plataforma a identificação de oportunidades de negócio para as empresas nacionais em mercados estratégicos; a dinamização de visitas e missões ao exterior relacionadas com a Economia de Defesa; a divulgação de oportunidades identificadas no exterior; o apoio à definição e desenvolvimento de estratégias de internacionalização das empresas nacionais (incluindo as da BTID); a atuação em rede através de intercâmbios entre grandes e pequenas empresas, dinamizando projetos comuns; e a promoção de contactos e parcerias com organizações, agências e outras entidades, nacionais e internacionais, de interesse público.

Definir as prioridades de reequipamento e identificar oportunidades, articular medidas de política públicas em prol da BTID, afirmar e reforçar o papel das PME no desenvolvimento nacional, promover uma maior participação da BTID no reequipamento das Forças Armadas e reforçar a participação em programas internacionais são também tópicos que compõem a visão da idD.

Para Eduardo Filipe, CEO da idD, a integração de todas estas valências nesta plataforma faz todo o sentido, na medida em que “é de consenso nacional mas também internacional que uma forte BTID Nacional permitirá não só reforçar as nossas capacitações internas para fazer face aos atuais desafios que se colocam à Defesa Nacional, mas também contribuirá fortemente para um desenvolvimento económico do país e toda a sua capacidade exportadora”.

 A inovação como motor de crescimento económico

“A aposta na inovação como principal motor de crescimento de qualquer indústria fez, faz e fará parte sempre da estratégia da idD”, quem afirma é Eduardo Filipe.

Para a idD, inovação é a palavra-chave para o desenvolvimento das Indústrias de Defesa Nacionais e, nesse sentido, é sua intenção incentivar e continuar a promover as empresas que têm apresentado as mais recentes inovações no que respeita à Economia da Defesa, da mesma forma que pretende incitar à aposta neste motor de crescimento (inovação) por parte das empresas. Neste aspeto é ainda importante desmistificar o que é a Economia de Defesa que, estando muito ligada à ideia de produção de armamentos, é muito mais do que isso, uma vez que qualquer indústria, têxteis, calçado ou de material hospitalar, por exemplo, desde que produza bens ou serviços para as Forças Armadas, pode ser considerada dentro deste âmbito.

No seguimento desta estratégia surgiu a criação do primeiro programa de “Start-Up Defesa”, que foi lançado em julho deste ano. Esta iniciativa visa a criação das melhores condições possíveis para que possam ser lançadas e criadas empresas, projetos e soluções que possibilitem a oferta, a Portugal e ao Mundo, das mais avançadas e inovadoras capacidades para as Forças Armadas, ao mesmo tempo que permite contribuir para a criação de uma Economia mais forte e desenvolvida, potenciando as condições materiais e humanas existentes na Defesa Nacional.

Para a idD, “A inovação nacional é um ponto muito forte de Portugal nas Indústrias de Defesa Nacionais”, daí Portugal poder ser considerado um país com condições mais que suficientes para se conseguir destacar nesta vertente de crescimento económico, quer no que concerne à Economia da Defesa, quer no que respeita aos outros setores da sociedade. Eduardo Filipe defende esta ideia no artigo de opinião que poderá ler aqui.

Um mundo onde as fibras são parte fundamental

A idD acredita que é através da criação de uma rede de stakeholders e do fortalecimento de uma relação com eles que se consegue alcançar o sucesso. Estejam eles mais ou menos ligados à Economia da Defesa, direta ou indiretamente relacionados com o Sistemas Científicos ou com os setores empresariais, passando pelo Ramo das Forças Armadas, a consolidação destes laços irá contribuir, certamente, para o desenvolvimento dessa Economia de Defesa e, consequentemente, da Economia Nacional e para a criação de mais empregos, muitos deles altamente qualificados.

A aliança entre a idD e a Fibrenamics surgiu após algumas participações da Fibrenamics em ações desenvolvidas por parte da idD. Tal como Eduardo Filipe refere, “olhando para as missões de ambas as Organizações, esta parceria não poderia ser mais óbvia”. Desta parceria resultou a assinatura de um Memorando, com a promessa do cumprimento de quatro grandes objetivos: a promoção de atividades cooperantes para a dinamização de atividades de divulgação; a estimulação e facilitação da comunicação e o estabelecimento de parcerias entre os seus associados/parceiros; a promoção de projetos de investigação, desenvolvimento e inovação com parceiros empresariais e a estimulação e promoção na participação dos seus associados/parceiros nos Programas Portugal2020 e no Horizonte2020.

Para a idD, a investigação com base em fibras traz grandes mais-valias à Economia da Defesa, daí este estreitamento de relação entre a idD e a Fibrenamics elevar bastante as expetativas no que respeita à inovação. Quando questionada acerca da importância desta parceria, a idD foi bem clara: “O ‘mundo’ das Fibras está presente em variadíssimos sectores que aportam valor aos desenvolvimentos desta Economia de Defesa. Acreditamos que a Economia de Defesa beneficia diretamente do desenvolvimento deste setor e também poderá contribuir para o desenvolvimento do mesmo com o levantamento de necessidades e diferentes aplicações que podem ser vitais para a Defesa”.

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