Vigilância tecnológica

NATO Industry Week Portugal – 20 a 23 de outubro de 2015

A Base Naval de Lisboa recebeu, de 20 a 23 de outubro, a NATO Industry Week, onde estiveram presentes cerca de 80 delegados da organização do Tratado do Atlântico Norte com responsabilidades no âmbito da ligação direta às indústrias de Defesa. Dar a conhecer o potencial português no setor da Defesa foi um dos grandes propósitos do evento, onde estiveram presentes 22 empresas portuguesas, bem como debater o futuro das indústrias de Defesa, as oportunidades de investimento, as estratégias de relacionamento e as metas da inovação.

No 1º dia deste encontro decorreu a NATO-INDUSTRY FORUM 2015. Este evento, organizado pela NATO, foi um excelente local para partilhar a perspetiva atualizada e as prioridades fornecidas à Aliança pelos Chefes de Estado e de Governo dos estados-membro. Foram igualmente partilhadas e debatidas as perspetivas da indústria e a sua experiência de atuação neste ambiente atual, desafiante, do setor da defesa, caracterizado pelo fim da ISAF (International Security Assistance Force) e da situação na Ucrânia. Em todas as vertentes do desenvolvimento de capacidades a inovação é bem-vinda e encorajada, criando novas oportunidades para a indústria. Para o longo prazo, a NATO prevê planear um conjunto renovado de capacidades, a fim de se adaptar a novos desafios e aproveitar melhor as novas tecnologias. Neste contexto, o reforço do elo transatlântico através da cooperação industrial foi amplamente discutido.

A inovação, potenciada pela interligação entre a NATO e as indústrias de defesa e os centros do saber, como as universidades e os centros tecnológicos, assume hoje em dia um papel de destaque na agenda da NATO. Este evento foi, sem dúvida, um catalisador deste tópico permitindo o debate premente das questões fundamentais para a operacionalização deste objetivo.

De acordo com o Air Marshal Sir Christopher Harper, Diretor Geral do Estado-Maior Militar Internacional, durante o painel “Building Opportunities”, “a indústria deve ter a possibilidade de contribuir com soluções inovadoras, melhores práticas, novos serviços, que resultam em soluções de baixo custo, flexibilidade, inovação e velocidade de entrega.”

Assim sendo, a NATO vai promover esta ligação por dois meios: por um lado melhorando as ligações e os acessos ao procurement por partes das indústrias, possibilitamos-lhe um acesso facilitado à carteira de ofertas de negócio com esta entidade e com as demais forças armadas dos estados-membro, por outro financiar atividades de inovação e desenvolvimento de novos materiais e produtos para o setor da Defesa com o envolvimento dos demais stakeholders.

Durante os dias 21 e 22 de outubro, decorreu a reunião do NATO Industrial Advisory Group (NIAG), um órgão consultivo de conselheiros industriais de alto nível dos países membros da NATO, agindo como proporcionador de um fórum para a livre troca de pontos de vista industriais, técnicos, económicos, gestão, investigação, desenvolvimento e produção de equipamento, armamento e estruturas militares, e prestando consultadoria para o fomento da cooperação indústria-entidades governamentais e indústria-indústria, permitindo assim uma gestão melhorada dos recursos da NATO para a colaboração, a eficiência, a inovação e a proteção dos seus estados-membro. A informação debatida neste grupo é confidencial sendo, dentro de alguns dias, divulgado um White Paper oficial com a informação que será pública.

No último dia decorreu o evento de maior promoção das empresas, o “Dia da Indústria Portuguesa, promovido pela idD – Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais, entidade responsável pela promoção das indústrias da Defesa nos mercados externos. De acordo com as declarações de Eduardo Neto Filipe (presidente da idD) ao Diário Económico, estiveram “representantes dos 28 países da NATO e das principais empresas da indústria, como a Boeing, a Airbus ou a Lockheed”.

O encontro, que decorreu na Base Naval de Lisboa, permitiu que elementos do NATO Industrial Advisory Group (NIAG) estabelecessem contactos com 22 entidades Portuguesas como Latino Group, a EID, a Plataforma Fibrenamics, os Estaleiros Navais de Peniche, West Sea, Martifer, Tekever, entre outras.

A Plataforma Internacional Fibrenamics não poderia deixar de estar presente neste evento de grande dimensão, tendo apresentado a sua estrutura, os seus resultados e a inovadora metodologia nas relações universidade-empresa. No momento de apresentação individual, a Fibrenamics deu a conhecer aos membros do NIAG a sua forma de atuação, e o papel que representa na inovação e no desenvolvimento de novas materiais e produtos com base em fibras. Posteriormente, depois da apresentação detalhada de cada uma das empresas presentes, os membros do NIAG tiveram a oportunidade de contactar individualmente com as entidades presentes visitando os seus stands.

Como resultado deste evento, a Fibrenamics estabeleceu um importante elo de ligação com este órgão consultivo ao qual apresentou e com quem debateu alguns tópicos e áreas de inovação ao nível dos novos materiais para a Defesa, construindo uma ponte entre as suas entidades parceiras e a NATO.

A área dos materiais está novamente nos tópicos principais de inovação na área da Defesa, aliando-se ao forte impacto das Tecnologias de Informação e aos Veículos Aéreos Não Tripulados. A ligação da NATO com plataformas de transferência de conhecimento e integradoras das relações universidade-empresa para o desenvolvimento e a inovação, como é o caso da Fibrenamics, passou a assumir um papel chave na estratégia de inovação industrial do setor da Defesa. Posto isto, a plataforma estará atenta às oportunidades que surjam no âmbito de projetos de I&DT neste setor, disseminando-as pela rede de parceiros para que, em conjunto, se construa um futuro à base de fibra!

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