Fibrenamics Azores

Sessão de Apresentação Fibrenamics Azores

25 de fevereiro vai ficar na história como o dia da sessão de apresentação da Fibrenamics Azores. O  Nonagon – Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel, na Lagoa, foi o local onde mais de 80 pessoas se reuniram para o arranque oficial da mais recente aposta da plataforma. Entidades governamentais, empresariais e do Sistema Científico e Tecnológico não faltaram à chamada, e foram testemunhas do alavancar do projeto que vai ajudar a construir um futuro próspero na região insular. Com base em fibra, claro está.
“Oportunidades de Inovação em Materiais e Produtos” foi o mote do evento que teve como objetivo dar a conhecer o trabalho desenvolvido pela plataforma internacional Fibrenamics da Universidade do Minho, e as oportunidades e mais-valias que a região Açoriana poderá obter com o pólo Fibrenamics Azores.

“Aquilo que nós criamos é realmente inovador”

A abertura da sessão ficou a cargo de Nelson Simões, representante da comissão administrativa do Nonagon e Diretor Regional da Ciência e Tecnologia dos Açores, que orgulhosamente descreveu o trabalho do Nonagon enquanto impulsionador da inovação na região e felicitou a Fibrenamics pela iniciativa em causa.
Seguiu-se Raul Fangueiro, coordenador da plataforma Fibrenamics, que apresentou entusiasticamente todo o trabalho da Fibrenamics, desde a sua génese até aos tempos atuais. Raul Fangueiro explicou as vantagens da plataforma estar ligada à Universidade do Minho, pelo facto de ter à disposição profissionais bem formados de diversas áreas e sublinhou “aquilo que nós criamos é realmente inovador”. Além disso, falou das tendências de inovação ligadas às fibras e esclareceu que cada vez mais “os materiais estão a deixar de ser passivos e a passar a ser ativos, interagindo com o utilizador, connosco”, havendo, por isso, oportunidades de inovação grandes nestes materiais.

Após este momento de apresentação, Raul Fangueiro, salientou a importância do projeto Fibrenamics Azores, fazendo menção às oportunidades de inovação que os recursos endógenos da região poderão trazer, referindo-se a esta sessão de apresentação como um momento importante de reunião, promoção e crescimento do trabalho da plataforma com os diversos agentes regionais. Para Raul Fangueiro, a posição da Fibrenamics neste âmbito é muito clara: “a plataforma Fibrenamics pretende ser a fibra que liga cada um destes agentes”, uma vez que o que é realmente importante é ter projetos que alavanquem e transformem o centro Fibrenamics Azores numa referência a nível internacional.

Como inovar?

Arnaldo Machado, da SDEA (Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores), foi o orador que se seguiu. “A importância da inovação para a competitividade empresarial nos Açores” foi a temática sobre a qual se debruçou. A par da apresentação que fez acerca de todo os trabalho que a SDEA tem desenvolvido, Arnaldo Machado colocou o enfoque da sua exposição no desafio que é passar a investigação aplicada para o mercado, mencionando que “é aqui que muitas vezes que as coisas falham. É importante que haja uma interligação ainda mais forte entre os centros de investigação e as empresas”.

Nelson Simões voltou a ter a palavra ao explicar os “Sistemas de Incentivos para a Inovação e Desenvolvimento Tecnológico das Empresas” existentes, fazendo referência ao facto de que o que se pretende é “criar uma sociedade do conhecimento e incorporação do conhecimento nas próprias empresas e avançar e inovar em diversas áreas onde possamos fazer isso”. Os apoios e sistemas de incentivos servem para estimular esta pretensão.
Filipe Soutinho, da IDT Consulting, sob o tema “Inovar como?”, deu a conhecer dois pontos fundamentais para se conseguir alcançar a inovação com sucesso: “em primeiro lugar, fazer um conjunto de ligações, ligações com universidades, ligações com entidades como a Fibrenamics, ligações com empresas, com agentes do exterior. Precisamos de ter uma rede, de estar onde é necessário, para que estas ligações conduzam à chave da criatividade e inovação com sucesso. Outro suporte fundamental é a necessidade de uma abertura de mente”.

Por fim, o último orador da sessão foi Fernando Cunha, da Sciencentris. A sua apresentação consistiu no “Desenvolvimento de produtos inovadores” onde deu a conhecer as fibras como grandes tendências na inovação. Projetos Fibrenamics como os BCR e produtos como a CIPSCET 40 foram alguns dos exemplos de inovações com base em fibras que Fernando Cunha deu a conhecer à comunidade açoriana.

“Uma lufada de ar fresco”

O balanço desta sessão de apresentação foi muito positivo, tanto para equipa Fibrenamics como para os participantes. Para José Nascimento, da Facil Inova, este tipo de iniciativas é mais que pertinente: “Eu acho que não só cada um de nós individualmente, as regiões, os países, as comunidades, toda a gente tem de realmente inovar e nós açorianos e açores, que estamos isolados aqui no meio do Atlântico, apesar de vivermos hoje em dia na era da comunicação, e da facilidade de obtermos informação, temos também que assumir esta quota parte de inovação se quisermos ter um futuro melhor, para nós e para os que hão-de vir. Portanto nesse aspeto estão de parabéns porque vieram para cá trazer uma lufada de ar fresco para ajudar os açorianos e os Açores chegar ao objetivo”. Gabriela Meireles da Universidade dos Açores também fez das palavras de José Nascimento as suas, salientando que o evento serviu para a esclarecer de qualquer dúvidas que tinha em relação à temática da inovação: “O evento realmente decorreu muito bem, se havia algumas dúvidas, fiquei esclarecida em relação à inovação, ao conceito de inovação, às fibras naturais, ao que se passa em Portugal e às intervenções que têm sido realizadas pela Fibrenamics ao longo das solicitações que têm recebido”.

André Ferreira, um dos investigadores Fibrenamics que tem trabalhado diretamente na aproximação às empresas, dando a conhecer a dinâmica Fibrenamics nos Açores, mostrou-se plenamente satisfeito com a sessão realizada, considerando até que excedeu as suas expetativas. Além disso, e de acordo com o trabalho que tem desenvolvido junto da comunidade açoriana, considera que já é possível identificar algumas oportunidades para parcerias futuras.
“Com o levantamento das necessidades/barreiras que as empresas da região passam e com as nossas competências e atividades, acredito numa união perfeita e de sucesso entre as entidades já a curto prazo. Os Açores têm recursos únicos e necessidades diferenciadas que se enquadram perfeitamente no nosso domínio e atividades. Com humildade e de forma profissional foram trocadas impressões e acredito que iremos ter empresas com materiais e produtos de sucesso, com capacidade de exportação, dando continuidade ao crescimento da marca Açores em áreas diferenciadoras, e claro, o sucesso das empresas é o nosso êxito também”, refere o investigador de forma muito confiante.

Sessão de Apresentação Fibrenamics Azores
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