Fibrenamics Azores

Oportunidades de Financiamento nos Açores

A Fibrenamics já está nos Açores e, como agente de promoção da investigação e desenvolvimento tecnológico, é seu papel dar a conhecer ao tecido empresarial as oportunidades de financiamento que o arquipélago tem para oferecer.

Dois sistemas para a competitividade empresarial
Ao nível dos incentivos para a investigação e desenvolvimento tecnológico (I&DT) e para a competitividade empresarial, mais especificamente para a região mais periférica dos Açores, existem dois sistemas em que a Fibrenamics pode ter um papel importante no apoio a esta transferência de conhecimento para o tecido empresarial: o Competir + que é um sistema de incentivos para a competitividade empresarial que é gerido pela Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores (SDEA); e o ID&I em Contexto Empresarial que foi apresentado publicamente em primeira mão na Sessão de Apresentação da Fibrenamics Azores, e que será gerido pelo Programa Operacional Açores 2020 e pela Direção Regional de Ciência e Tecnologia.

Competir +
No âmbito do Competir + existem duas grandes tipologias de investimento no que concerne à investigação e desenvolvimento (I&D), sempre com o objetivo de desenvolver produtos de valor acrescentado e novos serviços, e aumentar as exportações: a primeira é a Qualificação e Inovação, que tem como objetivo promover a qualidade e a inovação junto das empresas regionais, principalmente pela via de novos e melhorados bens e serviços, de novos processos de produção, de novos modelos organizacionais, ou de estratégias de marketing, que suportem a sua progressão na cadeia de valor e o reforço da orientação para os mercados externos à Região; a segunda tipologia, para projetos estruturais e de maior dimensão, é o Fomento da Base Económica de Exportação, que tem como grande objetivo reforçar a competitividade das PME e promover a sustentabilidade e a qualidade do emprego.

A grande diferença nas tipologias dos projetos consiste, ao nível da Qualificação e Inovação, no facto de contar com uma taxa de financiamento fixa de 50% das despesas elegíveis e serem projetos que podem ir desde 15.000 a 500.000 euros. Por outro lado, no que respeita ao Fomento de Base Económica de Exportação, não existe um limite máximo, mas sim uma taxa de financiamento de 30% de incentivo não reembolsável e de 25% de incentivo reembolsável, isto para as ilhas de S. Miguel e Terceira. Para as outras ilhas do grupo central e ocidental, as taxas aumentam significativamente. Existe também a possibilidade de sofrerem majorações se forem projetos de interesse regional, se incluírem investimentos de eficiência energética e com base na produtividade económica do projeto.

Carlos Almeida, coordenador de marketing da Fibrenamics, sintetiza esta ideia, referindo que “no fundo são duas tipologias muito específicas, muito diferentes, em que a Fibrenamics pode ser um bom parceiro para as entidades locais na qualificação e inovação dos seus produtos, das matérias-primas com que trabalham, dos processos produtivos, dos seus processos de inovação e de desenvolvimento, tudo na ótica de qualificar a empresa através da inovação. Também no fomento da base económica de exportação em aspetos mais estruturais de maior envergadura, que tenham por base a ciência e a tecnologia, a Fibrenamics pode assumir-se como um parceiro ideal para essa situação”.

ID&I em Contexto Empresarial
O ID&I em Contexto Empresarial, por seu turno, será uma tipologia totalmente nova para os Açores e muito vantajosa para a inovação junto do tecido empresarial local. Será gerido pelo programa operacional Açores 2020, e terá como grande objetivo os projetos de investigação promovidos por empresas, a título individual ou em co-promoção, no âmbito de atividades de investigação aplicada e/ou desenvolvimento experimental, que conduzam à criação de novos produtos, processos, sistemas, ou à introdução de melhorias significativas em produtos, processos ou sistemas já existentes.

A Fibrenamics pode ter um papel como um principal parceiro para estes desenvolvimentos, na medida em que se pressupõe que nestes projetos o promotor seja a empresa, no entanto com o apoio técnico e científico de uma entidade parceira.

No que concerne às taxas de financiamento para este tipo de sistemas de incentivo, o apoio a conceder incide sobre os custos totais elegíveis do projeto, isto é, de despesas com pessoal técnico, de produção de patentes e serviços a terceiros, entre outras despesas. Podem ser cofinanciados até uma taxa máxima de 80%, quando o projeto for produzido exclusivamente por entidades empresariais. Estes 80% são uma forma de financiamento de uma subvenção não reembolsável. As entidades não empresariais do Sistema Científico e Tecnológico Açoriano, quando se considera projetos em co-promoção envolvendo uma empresa e uma entidade do sistema científico e tecnológico açoriano, terão uma taxa de incentivo de 100%. A nível do valor máximo de investimento, está estipulado 200.000 euros em todos os setores de atividade.

“As empresas devem participar nestes sistemas de incentivo”
Para Carlos Almeida, “as empresas devem participar nestes sistemas de incentivo” uma vez que são taxas de financiamento muito interessantes, que fazem parte da responsabilidade social e da dinâmica política de injeção de investimento na economia regional açoriana e, como tal, estas oportunidades devem ser aproveitadas pelas empresas para criarem valor, novos produtos, para melhorarem os seus produtos já existentes, para conseguirem novos mercados, para aumentarem a sua capacidade de exportação e a sua competitividade no mercado internacional, e obviamente promover assim o crescimento indissociável quer do tecido empresarial açoriano, quer de todo o tecido social adjacente a esta dinâmica económico-social.

A Fibrenamics, como parceiro privilegiado das empresas para participar nestes quadros de financiamento, pretende continuar a realizar este tipo de atividades com o tecido empresarial açoriano. Numa primeira fase, a ajudar a identificar nas empresas estas oportunidades de financiamento para a inovação e simultaneamente a diagnosticar e ajudar a definir quais serão os caminhos de inovação a desenvolver pela empresa; numa segunda fase, a preparar a candidatura da componente técnica e científica a estas tipologias de financiamento; e, numa terceira fase, a levar a bom porto a implementação do projeto de desenvolvimento destes novos produtos, “sempre numa ótica que tem sido o ‘driver’ de inovação e diferenciação da Fibrenamics, que foi sempre o de trabalhar muito vocacionada para o mercado, de transferir sempre esta tecnologia e o seu conhecimento e o seu know-how destes materiais para uma ótica de mercado, para um produto, para um melhoramento de um produto já existente. Como tal, trabalharmos também o apoio e direcionamento deste produto para o mercado”, salienta Carlos Almeida.

Pode consultar mais pormenores acerca destas oportunidades de inovação em: http://poacores2020.azores.gov.pt/ e em http://www.investinazores.com/index.php?op=textos&codtexto=53

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