Mensagem editorial

Raul Fangueiro – Coordenador da Plataforma Fibrenamics

A newsletter Fibrenamics tem vindo a destacar, ao longo das oito primeiras edições, as várias áreas de atuação da plataforma. Desde a valorização de resíduos, ao combate ao cancro da mama, passando pelo tratamento de lesões desportivas, todos os meses fomos dando a conhecer um pouco do trabalho que tem sido desenvolvido com base em fibras. A nona edição desta ferramenta de comunicação pretende fazer um enfoque numa área muito promissora de aplicação das fibras, e que ainda não havia sido abordada, a arquitetura.

Na verdade, a aplicação de materiais fibrosos na arquitetura permite integrar de uma forma extraordinária a ciência, a tecnologia e a arte, possibilitando a liberdade do arquiteto e colocando à sua disposição um leque muito variado de opções que suportam a concretização da sua capacidade criativa. Uma das áreas de maior destaque neste âmbito e que dá o mote à newsletter deste mês é a construção de edifícios leves a partir de membranas arquitetónicas tensionadas. Estas membranas podem ser constituídas por fibras de poliéster ou de vidro e são revestidas por matrizes poliméricas flexíveis do tipo PVC ou silicone. As fibras são, neste caso, o suporte ou o material de reforço e as resinas poliméricas permitem proteger as fibras, podendo proporcionar impermeabilidade, resistência à abrasão e à chama, e autolimpeza. A arquitetura que está normalmente associada ao conceito de estaticidade passa, assim, a ganhar outra conotação.

Assim sendo, sob o tema “Materiais fibrosos na construção leve”, a newsletter deste mês pretende demonstrar que, através da aplicação das fibras nos trabalhos arquitetónicos, é possível obter-se estruturas híbridas e flexíveis, dignas de serem consideradas verdadeiras obras de arte. Neste sentido, damos a conhecer o trabalho do nosso parceiro Serge Ferrari, um grupo industrial francês reconhecido como sendo líder do segmento de membranas compósitas flexíveis; poderá também ficar a saber a opinião de Marijke Mollaert (que será uma das oradoras do Advanced Course que a Fibrenamics realiza no próximo mês de junho), da Tensinet – Association for Tensioned Membrane Structures, que descreve como é que esta tendência tem vindo a crescer e a ser aplicada ao longo dos tempos; na rubrica “Vigilância tecnológica” apresentamos uma pequena descrição do que foi mais uma sessão da ação COST – Novel Structural Skins, desta vez decorrida em Milão, Itália; e em “Fibrenamics Azores” salientamos um dos recursos endógenos da região com maior potencial de aplicação, o basalto. Por último e, em jeito de remate, “Hybrid Tower” é o nome do projeto que damos a conhecer este mês que envolve várias entidades especializadas de âmbito internacional, incluindo a Fibrenamics, e cujo produto final, após ter sido exposto no Museu de design da Dinamarca no ano passado, estará futuramente em Guimarães.

Fibre the Future!

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Raul Fangueiro